O que é e como funciona
O DIU sem medicação hormonal é um pequeno dispositivo em forma de "T", feito de plástico e revestido a cobre ou a cobre e prata. Ajusta-se à forma do útero, onde é colocado por um profissional treinado. Na parte inferior existem dois fios que ficam no interior da vagina, para facilitar a remoção quando indicado.
Funciona de três modos principais: perturbando a fecundação, impedindo que o ovo fecundado se fixe à parede do útero, e inutilizando os espermatozóides pelo efeito do cobre.
Benefícios esperados
- Eficácia igual ou superior a 99% (0,1 a 2 gravidezes por 100 mulheres/ano).
- Método prático e de longa duração (mínimo 5 anos; eficácia mantida até à menopausa).
- Depois de colocado, não depende da utilizadora.
- Método não hormonal — não altera humor, peso, desejo sexual nem risco oncológico.
- Não interfere no ato sexual nem na amamentação.
- Pode ser utilizado por mulheres de qualquer idade.
- A fertilidade retorna à normalidade após a remoção.
Riscos e complicações possíveis
- Menstruações mais longas, abundantes e dolorosas (sobretudo nos primeiros meses).
- Risco de anemia se as reservas de ferro estiverem diminuídas.
- Risco de infeção pélvica em cerca de 2% das utilizadoras (maior risco nos primeiros 20 dias).
- Em caso de infeção sexualmente transmissível, maior probabilidade de doença inflamatória pélvica.
- Se ocorrer gravidez (rara), é ectópica em 3% dos casos.
- Expulsão espontânea, mais frequente nos primeiros 3 meses.
- Complicações raras da inserção: dores uterinas, pequena hemorragia, desmaio, perfuração do útero (0,01%).
Como é realizada a inserção
Durante um exame ginecológico, é introduzido um espéculo na vagina para visualizar e desinfetar o colo do útero. O médico/a mede o útero com um instrumento próprio e insere o DIU através de uma cânula fina e flexível. Após a colocação, a utente é instruída a verificar regularmente a posição dos fios (uma vez por mês, após o período menstrual).
Alternativas / consequências da recusa
Existem outras opções contracetivas (pílula, anel vaginal, adesivo transdérmico, implante, DIU hormonal, preservativo, entre outros). A recusa da colocação do DIU não implica qualquer alteração nos cuidados prestados. Em caso de recusa, não serão adotados quaisquer procedimentos discriminatórios no contexto da assistência nesta unidade de saúde.
Tipo de DIU selecionado
Assinaturas
Confirmo que expliquei à pessoa abaixo indicada, de forma adequada e inteligível, os procedimentos necessários ao ato referido neste documento (ver folheto informativo acima). Respondi a todas as questões que me foram colocadas e assegurei-me de que houve um período de reflexão suficiente para a tomada da decisão. Também garanti que, em caso de recusa, não serão adotados quaisquer procedimentos discriminatórios no contexto da sua assistência nesta unidade de saúde.
1. Objetivos
2. Âmbito
3. Termos e Siglas
| DIU | Dispositivo Intra-Uterino | ULSASI | Unidade Local de Saúde Amadora e Sintra |
| USFCL | Unidade de Saúde Familiar Conde da Lousã | ||
4. Procedimento
5. Assinaturas
Confirmo que expliquei à pessoa abaixo indicada, de forma adequada e inteligível, os procedimentos necessários ao ato referido neste documento (ver folheto informativo em anexo). Respondi a todas as questões que me foram colocadas e assegurei-me de que houve um período de reflexão suficiente para a tomada da decisão. Também garanti que, em caso de recusa, não serão adotados quaisquer procedimentos discriminatórios no contexto da sua assistência nesta unidade de saúde.
A aplicação do método a menores ou a pessoas mentalmente incapazes de decidir deve ser precedida de parecer concordante de, pelo menos, um médico de outra especialidade, para além do médico de família que o propõe. O consentimento, no caso de menor de 16 anos, deve ser assinado pelo pai ou pela mãe; no caso de incapaz, pelo seu representante legal.