| Padrão | FEV₁/FVC | FVC | FEV₁ |
|---|---|---|---|
| Normal | ≥ 70% | ≥ 80% previsto | ≥ 80% previsto |
| Obstrutivo | ⬇ < 70% | Normal ou ⬇ | ⬇ < 80% |
| Restritivo | Normal ou ⬆ | ⬇ < 80% | Normal ou ⬇ |
| Misto | ⬇ < 70% | ⬇ < 80% | ⬇ < 80% |
| Grau | Severidade | FEV₁ pós-BD (% previsto) | Orientação clínica |
|---|---|---|---|
| GOLD 1 | Ligeira | FEV₁ ≥ 80% | Cessação tabágica, vacinação, SABA SOS |
| GOLD 2 | Moderada | 50% ≤ FEV₁ < 80% | LAMA ou LABA, reabilitação respiratória |
| GOLD 3 | Grave | 30% ≤ FEV₁ < 50% | LAMA + LABA ± ICS, avaliação exacerbações |
| GOLD 4 | Muito grave | FEV₁ < 30% | Referenciação pneumologia, O₂ domiciliário? |
FEV₁ aumenta pelo menos 12% E 200 mL em relação ao valor basal.
Também positivo se FVC aumentar pelo menos 12% E 200 mL.
FEV₁ aumenta pelo menos 12% (sem critério de volume absoluto).
Salbutamol 400µg (4 puffs de 100µg) → 2ª avaliação após 15 minutos.
Brometo de Ipratrópio 160µg (8 puffs de 20µg) → 2ª avaliação após 30–35 minutos.
Volume expirado no 1º segundo após inspiração máxima. Avalia a limitação do débito aéreo.
Volume total expirado numa manobra forçada. Reduzida na restrição e obstrução grave.
Índice de Tiffeneau. <70% indica obstrução ao débito aéreo.
Débito expiratório de pico. Útil para monitorização da asma.
Débito médio entre 25–75% FVC. <60% → obstrução das pequenas vias aéreas.
Limite inferior da normalidade. Alternativa ao limiar fixo de 70% (mais rigoroso em idosos).
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1Qualidade das curvas — verificar mínimo de 3 curvas aceitáveis e reprodutíveis. Identificar artefactos: tosse no 1º segundo, término abrupto, manobra submáxima, início lento.
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2FEV₁/FVC antes e após broncodilatação — <70% indica obstrução. Avaliar reversibilidade com prova de broncodilatação (obrigatória em todos os casos).
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3FVC antes e após broncodilatação — se <80% do previsto, considerar restrição. Se FEV₁/FVC <70% e FVC <80%: padrão misto.
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4Variação do FEV₁ com broncodilatador — adulto: ≥12% E ≥200mL = positivo. Criança: ≥12% = positivo. Calcular também variação da FVC.
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5FEV₁ pós-broncodilatação para gravidade — classificar segundo GOLD: Ligeira (≥80%), Moderada (50–79%), Grave (30–49%), Muito grave (<30%).
DPOC (ex-fumadores, FEV₁/FVC pós-BD <70%)
Asma brônquica (prova BD positiva, variabilidade)
Bronquiectasias
Bronquiolite obliterante
Traqueomalácia (padrão variável)
Fibrose pulmonar (IPF, fibrose intersticial)
Doenças pulmonares intersticiais
Doenças da caixa torácica (escoliose, obesidade grave)
Doenças neuromusculares (ELA, miastenia gravis)
Sarcoidose
⚠️ Confirmar com volumes pulmonares por pletismografia
DPOC + fibrose (síndrome combinada)
Asma + obesidade
Bronquiectasias com fibrose
⚠️ Distinção entre verdadeiramente misto vs obstrução com insuflação (↑VR) requer pletismografia
Não exclui patologia respiratória. Considerar:
• Doença das pequenas vias aéreas (avaliar MMEF 75/25)
• Hipertensão pulmonar
• Patologia vascular
• Disfunção das pregas vocais
• GOLD 3 ou 4 (obstrução grave ou muito grave)
• Padrão restritivo ou misto (necessidade de pletismografia)
• Dúvida diagnóstica ou discordância clínico-funcional
• Avaliação pré-cirúrgica de risco
• Investigação de doença intersticial
• Asma grave ou de difícil controlo
• Pletismografia — volumes pulmonares (confirmar restrição vs insuflação)
• DLCO — capacidade de difusão (fibrose, enfisema, hipertensão pulmonar)
• Prova de esforço cardiopulmonar — dispneia de causa indeterminada
• TC tórax HR — padrão intersticial ou bronquiectasias
• Teste de provocação brônquica — suspeita de asma com espirometria normal
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✓Início explosivo — volume extrapolado <5% FVC ou <150 mL
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✓Duração mínima — expiração ≥6 segundos (≥3 segundos em crianças)
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✓Plateau — sem alteração de volume >25 mL nos últimos 2 segundos
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✓Sem artefactos — ausência de tosse nos primeiros 2 segundos, encerramento glótico, ou término prematuro
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✓Reprodutibilidade — diferença entre os 2 maiores FEV₁ e FVC <150 mL (mínimo 3 curvas aceitáveis)
Invalida o FEV₁. Curva interrompida precocemente com artefacto no traçado.
FVC subestimada. O doente para a expiração prematuramente sem atingir plateau.
Início lento ou pouco esforço. FEV₁ e FVC subestimados. Curva com forma achatada.
Débito pico (PEF) reduzido. Sugere falta de colaboração ou obstrução das vias aéreas superiores.
• Pneumotórax recente
• Cirurgia torácica, abdominal ou ocular recente (≤1 mês)
• Hemoptise ativa
• Instabilidade hemodinâmica aguda
• Aneurisma da aorta ou cerebral conhecido
• Crianças <5 anos (sem colaboração)
• Estados confusionais, demência avançada
• Infecções respiratórias ativas (risco de transmissão)
• Alterações anatómicas da face ou boca (impossível vedação)
• Náuseas ou vómitos ativos
• Sem broncodilatadores de curta ação nas 4h anteriores (SABA), de longa ação nas 12–24h anteriores
• Sem tabaco nas 4h anteriores
• Sem refeição pesada nas 2h anteriores
• Roupa confortável, sem constrição abdominal
• Clipe nasal e verificação da vedação do bucal
• Repouso de 5 minutos antes da prova
• Posição sentada, postura ereta, cabeça levemente inclinada para cima