Ecografia Abdominal POCUS — Guia de Referência
🎛️Sonda, planos e abordagem geral

A ecografia abdominal POCUS responde a perguntas focadas e binárias à cabeceira (há líquido livre? cálculos na vesícula? hidronefrose? bexiga cheia?). Não substitui a ecografia formal nem o radiologista — complementa o exame clínico e acelera decisões.

Sonda
Convexa / curvilínea (2–5 MHz) — primeira escolha para o abdómen. Sectorial / phased array útil para janelas intercostais e subxifoideia (FAST).
Marcador
Corte longitudinal/sagital: marcador para a cabeça do doente. Corte transversal: marcador para a direita do doente. Marcador no ecrã sempre à esquerda.
Profundidade
Ajustar para que a estrutura-alvo ocupe ⅔ do ecrã. Começar com mais profundidade e reduzir.
Ganho
O líquido (urina, bílis, sangue, ascite) deve ficar anecóico (preto). Ajustar o ganho para que o sangue/urina seja preto sem ruído.
Posição
Decúbito dorsal por defeito; decúbito lateral esquerdo melhora a vesícula; inspiração profunda baixa fígado e vesícula abaixo da grelha costal.
📐Orientação & ecogenicidade
● campo ecográfico marcador no ecrã = topo esq. Ecogenicidade ANECÓICO — líquido (urina, bílis, sangue) HIPOECÓICO — gordura, músculo, córtex renal HIPERECÓICO — seio renal, diafragma, osso SOMBRA ACÚSTICA posterior cálculo, osso, gás — bloqueiam o feixe
Escala de ecogenicidade e princípio do marcador. O líquido livre é sempre anecóico; cálculos e osso geram sombra acústica posterior.
🗺️Aplicações abdominais no consultório

💧 Líquido livre (FAST)

Trauma, dor abdominal, hipotensão. Pesquisa de líquido nos recessos hepatorrenal, esplenorrenal e pélvico.

🟡 Vesícula & vias biliares

Dor no hipocôndrio direito: litíase, Murphy ecográfico, espessamento parietal, dilatação do colédoco.

🫘 Rim & bexiga

Cólica renal/lombalgia: hidronefrose. Retenção urinária: volume vesical e resíduo pós-miccional.

🩸 Aorta abdominal

Rastreio/suspeita de aneurisma (ver ferramenta dedicada ao AAA neste projeto).

💧FAST — pesquisa de líquido livre
Indicação
FAST: líquido livre no abdómen (HCD, HCE, pelve) e derrame pericárdico. E-FAST: acrescenta derrame pleural/hemotórax e pneumotórax.
Sonda
Convexa ou sectorial (phased array).
Orientação
Marcador para a cabeça (plano coronal) e para a direita do doente (plano sagital).
Posição
Decúbito dorsal. A posição de Trendelenburg aumenta a sensibilidade no HCD/HCE.
Sequência
HCD (A) → HCE (B) → pélvica (C) → subxifoideia (D) → linhas médio-claviculares/pulmão (E) → flancos bilaterais (F).
🧍Janelas do exame FAST
A B C D E E F F
A = HCD (Morrison) · B = HCE (esplenorrenal) · C = pélvica · D = subxifoideia · E = pulmão (médio-clavicular) · F = flancos. Vista frontal (anterior) do doente — a direita do doente está à esquerda da imagem.
JanelaO que procurar
A — HCD
(hepatorrenal)
O recesso hepatorrenal (bolsa de Morrison), entre o bordo caudal do fígado e o rim direito, é o ponto mais sensível para líquido livre no doente em decúbito. Pesquisar também acima do fígado (subdiafragmático).
B — HCE
(esplenorrenal)
Sonda mais posterior e cefálica ("nós dos dedos na marquesa"). Líquido entre baço e rim e, sobretudo, no espaço subfrénico (baço–diafragma), onde se acumula primeiro à esquerda.
C — PélvicaRecesso retovesical / retouterino (fundo de saco de Douglas). Cortes transversal e sagital. Não confundir a bexiga cheia com líquido livre.
D — SubxifoideiaDerrame pericárdico entre fígado e ventrículo direito. Sonda inclinada sob o apêndice xifoide, marcador para a direita do doente.
E — PulmãoLinha pleural hiperecóica; sliding pulmonar ("formigas a marchar"). Ausência sugere pneumotórax. Modo-M: praia (normal) vs código de barras (pneumotórax).
F — FlancosAcima do diafragma para hemotórax. Sinal da coluna (spine sign): a coluna vista acima do diafragma indica derrame (perda do artefacto-espelho do fígado).
🔎Recesso de Morrison (HCD)
diafragma fígado rim D líquido livre (anecóico)
Líquido livre (faixa anecóica) acumula-se entre o bordo caudal do fígado e o rim direito — o ponto mais sensível do FAST no doente em decúbito.
🧭Algoritmo de decisão
1

Doente instável + FAST positivo

Líquido livre num doente hemodinamicamente instável → ativação cirúrgica / bloco operatório. Não atrasar com imagem adicional.

2

Doente estável + FAST positivo

TC para caracterização e gradação da lesão.

3

FAST negativo

Não exclui lesão. Se persiste a suspeita: repetir FAST seriado, observar e/ou TC. Um FAST não conclusivo (não se visualizam todas as janelas) reporta-se como inconclusivo, nunca como negativo.

Limitações

O FAST deteta líquido livre, não a sua natureza. Pode haver falsos negativos com volumes < 200–500 mL, hemoperitoneu coagulado ou líquido retroperitoneal. Sensibilidade depende do operador e do volume.

🟡Vesícula & vias biliares

A ecografia é o exame inicial de eleição na dor do hipocôndrio direito, com elevada sensibilidade e especificidade para litíase e colecistite. A litíase vesicular está presente em ~10% da população, sendo apenas ~¼ sintomática (cólica biliar pós-prandial após refeição gorda).

Indicação
Cálculos? Murphy ecográfico? Espessamento da parede? Dilatação do colédoco (CBD)?
Sonda
Convexa.
Técnica
Varrimento subcostal (sob a grelha costal), ~7 cm lateral ao xifoide; corte longitudinal com marcador para a cabeça. Avaliar em eixo longo e curto, varrendo todo o órgão.
Posição
Decúbito dorsal e decúbito lateral esquerdo (traz fígado/vesícula para anterior e afasta ansas). Inspiração profunda sustida baixa a vesícula. Jejum evita vesícula contraída e gás interposto.
Dica
Localizar a VCI e a veia porta — a vesícula é mais superficial.
❗Sinal de exclamação — identificar a vesícula
vesícula linha lobar principal VP ! vesícula + veia porta = sinal de exclamação
A vesícula "aponta" para a veia porta através da linha (fissura) lobar principal, formando um "!". Confirma a identidade da vesícula e distingue-a de ansas intestinais.
🔍Achados e limiares
AchadoCaracterísticas
Vesícula normalEstrutura anecóica, parede fina, sem cálculos, sem espessamento, sem líquido pericolecístico.
Litíase (cálculos)Focos hiperecóicos, móveis com a posição, com sombra acústica posterior. Procurar no fundo e no colo; os sintomáticos alojam-se frequentemente no colo.
Sinal WES
(wall–echo–shadow)
Vesícula cheia de cálculos: vê-se parte da parede + grande sombra, sem espaço para bílis.
PólipoPequena saliência da parede, SEM sombra e não móvel (distingue-se do cálculo).
Murphy ecográficoDor máxima reproduzida pela pressão da sonda sobre o fundo da vesícula. Bom VPN (~95%). Doente em decúbito lateral esquerdo.
Espessamento parietalAnormal se > 3–4 mm. Medir a parede anterior (junto ao fígado), em transversal. Causas não biliares: ICC, ascite, hepatite, VIH, pancreatite, vesícula pós-prandial/contraída.
Líquido pericolecísticoCunhas anecóicas fora da parede; melhor visto no lado anterior (lado do fígado).
Colédoco (CBD)Corre anterior à veia porta; sem fluxo a Doppler cor. Normal < 6 mm (< 70 anos); +1 mm por década depois dos 70 (regra ~1/10 da idade); até 10 mm pós-colecistectomia. Dica: se o CBD < 50% do diâmetro da veia porta, é pouco provável patologia.

🚩 Suspeita de colecistite aguda

Combinação de cálculos + parede > 3–4 mm + líquido pericolecístico + Murphy ecográfico positivo. Sinais de gravidade: comprimento > 10 cm e/ou diâmetro > 4 cm, cálculo encravado no colo, gás na parede.

💡 Coledocolitíase

CBD dilatado sugere obstrução distal. Correlacionar com clínica e provas hepáticas (colestase). Referenciar para imagem/avaliação adicional.

🫘Rim — hidronefrose

Avaliar hidronefrose é uma das aplicações POCUS mais frequentes e úteis na cólica renal e lombalgia: sensível, específica e fácil de interpretar à cabeceira.

Indicação
Há hidronefrose? Sinal de twinkle (cálculo)? Volume vesical / retenção?
Sonda
Convexa (ou sectorial).
Orientação
Marcador para a cabeça (plano coronal) e para a direita (plano transversal). Comparar sempre os dois rins.
Técnica
  • Rim D: abaixo do fígado; inclinar a sonda para a marquesa (retroperitoneal).
  • Rim E: abaixo do baço, mais posterior e cefálico ("nós dos dedos na marquesa").
  • Varrer em fim de inspiração e mais inferiormente para evitar sombra das costelas.
  • Identificar cálculos pela sombra acústica.
📊Graduação da hidronefrose
NORMAL seio central hiperecóico LIGEIRA dilatação da pelve MODERADA + cálices major GRAVE "garra de urso" + ↓córtex
A dilatação progride do interior para fora: pelve renal → cálices major → cálices minor → adelgaçamento do córtex. A forma em "garra de urso" caracteriza a hidronefrose grave.
GrauAchado ecográfico
NormalSeio renal central hiperecóico, sem áreas anecóicas.
LigeiraDilatação isolada da pelve renal (pieliectasia).
ModeradaDilatação da pelve e dos cálices major.
GraveDilatação dos cálices major/minor; obliteração e adelgaçamento do córtex renal.

✨ Sinal de twinkle

A Doppler cor, cintilação rápida azul/vermelha atrás de um cálculo — ajuda a confirmar litíase, incluindo na junção ureterovesical (JUV).

💧 Jacto ureteral

Na bexiga, jactos de urina da JUV a Doppler cor confirmam permeabilidade ureteral; a sua ausência unilateral sugere obstrução completa.

📐 Correlação clínica

Hidronefrose ligeira → menor probabilidade de cálculo grande. Moderada a grave → maior probabilidade de cálculo > 5 mm.

⚠️ Não é diagnóstico de cálculo

A hidronefrose pode dever-se a outras obstruções (massas, anomalias). Pode estar ausente numa fase precoce — hidratar e repetir.

🚽Bexiga — volume e retenção

Colocar a sonda na linha média, acima da sínfise púbica, marcador para a cabeça. Medir nos planos sagital e transversal (de parede interna a parede interna). Útil para volume vesical, retenção urinária, posicionamento de algália, litíase e massas vesicais.

Volume vesical

Fórmula do elipsoide: Volume (mL) ≈ 0,52 × Largura × Altura × Profundidade (cm). Estimativa simplificada à cabeceira: L × A × P × 0,75. Resíduo pós-miccional elevado (orientativo > 200 mL) sugere retenção/esvaziamento incompleto. Use a calculadora no separador seguinte.

🫁Fígado — abordagem e achados

Sonda convexa, em decúbito dorsal, janelas subcostal e intercostal direitas; inspiração profunda sustida traz o fígado para baixo da grelha costal. Comparar sempre a ecogenicidade do fígado com o córtex do rim direito na mesma imagem.

Esteatose
Fígado "brilhante": parênquima mais ecogénico que o córtex renal direito, com atenuação posterior do feixe, apagamento das paredes dos vasos e do diafragma. O índice hepatorrenal (IHR) quantifica o contraste fígado/rim.
Hepatomegalia
Lobo direito na linha médio-clavicular > 15–16 cm (> 150 mm); bordo inferior arredondado (normalmente aguçado); ponta do lobo direito ultrapassa o pólo inferior do rim direito.
Ascite
Líquido livre anecóico nos recessos peri-hepático, hepatorrenal (Morrison) e pélvico — útil para guiar paracentese.
Lesões focais
Quisto simples: anecóico, parede fina, reforço posterior. Hemangioma: hiperecóico, bem definido. Lesões suspeitas/heterogéneas → caracterização adicional e referenciação.
✨Esteatose — contraste hepatorrenal (IHR)
fígado córtex renal NORMAL · IHR < 1,2 fígado brilhante córtex renal ESTEATOSE · IHR ≥ 1,4
Na esteatose, o fígado torna-se mais ecogénico (brilhante) que o córtex renal. IHR ≥ 1,4 tem >95% VPP para esteatose ≥10%; IHR ≤ 1,17 favorece ausência de esteatose significativa (≤5%).

Graus em modo-B

Ligeira: ligeiro aumento de ecogenicidade. Moderada: má visualização das paredes dos vasos e do diafragma. Grave: diafragma e porção posterior mal/ não visualizados, atenuação marcada.

Limitações

A ecografia em modo-B não distingue esteatose de fibrose e é pouco sensível abaixo de ~20% de gordura. Correlacionar com clínica/analítica e considerar elastografia.

🩸Veia cava inferior (VCI) — estado de volume

Janela subxifoideia, eixo longo; medir o diâmetro 1–2 cm caudal à confluência das veias hepáticas / junção com a aurícula direita, em modo-B ou modo-M. Avaliar a variação com a respiração no doente em respiração espontânea.

fígado AD VCI medir 1–2 cm caudal à confluência v. hepática
Eixo longo subxifoideio da VCI a desembocar na aurícula direita. O ponto de medição padrão é 1–2 cm caudal à confluência das veias hepáticas.
Diâmetro VCIColapso inspiratórioInterpretação (respiração espontânea)
≤ 2,1 cm> 50%PAD baixa/normal ~3 mmHg (0–5). VCI < 1,5 cm com colapso quase total → hipovolemia / provável resposta a fluidos.
IntermédioIntermédioIntermédia ~8 mmHg (5–10).
> 2,1 cm< 50%PAD elevada ~15 mmHg (10–20). VCI > 2,5 cm pletórica, sem variação → congestão venosa.

Índice de colapsabilidade = (diâmetro máx − mín) / máx × 100. PAD = pressão na aurícula direita.

🧮Índice de colapsabilidade da VCI
⚠️Cuidados na interpretação da VCI

Atletas

Podem ter VCI larga (> 2,5 cm) com bom colapso — reserva venosa fisiológica, não congestão.

Ventilação por pressão positiva

Inverte a dinâmica respiratória: a VCI distende na inspiração. As regras acima aplicam-se à respiração espontânea.

Pressão intra-abdominal

Obesidade, distensão, gravidez e hipertensão intra-abdominal alteram o calibre e o colapso da VCI.

Sempre em conjunto

A VCI é uma peça do contexto (pulmão, coração, clínica). Um único valor não decide a reposição de fluidos.

🧮Volume vesical (resíduo pós-miccional)

Medir as três dimensões na bexiga (cm): largura e altura no corte transversal, profundidade no corte sagital, de parede interna a parede interna.

Fórmula do elipsoide: V = 0,52 × L × A × P. Valores orientativos; o esvaziamento incompleto/retenção é um juízo clínico.

📏Limite normal do colédoco (CBD) por idade

Estima o limite superior do normal do diâmetro do colédoco em função da idade e do antecedente de colecistectomia.

Regra: ≤ 6 mm até aos 70 anos; +1 mm por década adicional (~1/10 da idade); até ~10 mm após colecistectomia. Confirmar sempre com a clínica e provas hepáticas.

📋Referências rápidas de medição
EstruturaNormalSugere patologia
Parede da vesícula≤ 3 mm> 3–4 mm
Colédoco (< 70a)≤ 6 mm> 6 mm (ajustar à idade)
Comprimento da vesícula< 10 cm> 10 cm
Diâmetro da vesícula< 4 cm> 4 cm
Resíduo pós-miccionalBaixo> 200 mL (orientativo)
Aorta abdominal< 3 cm≥ 3 cm (aneurisma — ver ferramenta AAA)
⚠️Armadilhas e erros frequentes

FAST — bexiga cheia

Não confundir a bexiga cheia (anecóica, contornos regulares) com líquido livre na janela pélvica.

FAST — gordura properitoneal

A gordura pode simular líquido; o líquido livre tem contornos angulares e segue os recessos.

Vesícula vs ansa intestinal

Uma ansa pode imitar a vesícula. Confirmar com o sinal de exclamação (vesícula + veia porta).

Parede vesicular falsa

Vesícula contraída/pós-prandial parece "espessada". Avaliar em jejum antes de concluir.

Hidronefrose — vasos renais

Usar Doppler cor para distinguir vasos do seio renal de hidronefrose ligeira.

Hidronefrose — falsos amigos

Não confundir com quistos renais, pirâmides renais proeminentes ou densificação perirrenal.

Hidronefrose ausente ≠ sem cálculo

Numa fase precoce pode não haver dilatação. Hidratar, repetir e usar a clínica.

Sombra das costelas

Varrer em fim de inspiração e mais inferiormente; deslizar entre os espaços intercostais.

Aorta / dissecção

Flap intimal móvel ou líquido peri-aórtico com dor + hipotensão → emergência. Não atrasar com eco adicional (angio-TC urgente).

Exame inconclusivo

Se não visualiza toda a estrutura, reportar como "inconclusivo" e referenciar para eco formal/TC. Nunca reportar como negativo.

🎯Princípios de boa prática

A POCUS é uma extensão do exame físico, dirigida a perguntas binárias e sempre interpretada no contexto clínico. Documente as imagens, conheça os seus limites e referencie para ecografia formal sempre que o achado for relevante, duvidoso ou fora do âmbito da pergunta inicial. A competência depende de formação supervisionada e prática deliberada.

📚Fontes e referências
  • GUSI 2024Global Ultrasound Institute. GUSI POCUS Pocket Guide (FAST, Renal, Gallbladder). CC BY-NC 4.0. Técnica, janelas, sinais e graduação.
  • POCUS 101Dinh V et al. Abdominal, Renal & Bladder Ultrasound Made Easy — Step-by-Step Guides. Graduação de hidronefrose, volume vesical, dica CBD/veia porta.
  • emDocsUsing Point-of-Care Ultrasound to Identify the Gallbladder. 2024. Parede ≤ 3–4 mm (anterior); CBD por idade (+1 mm/década > 70; até 10 mm pós-colecistectomia).
  • DiagnosticsDumbrava BD, Bass GA et al. The Accuracy of POCUS in Acute Gallbladder Disease. Diagnostics (Basel) 2023;13. Limiares: comprimento > 10 cm, diâmetro > 4 cm.
  • ACEPACEP SonoGuide. Renal Ultrasound. Fórmula de volume vesical (0,52 × D × L × A); correlação hidronefrose–dimensão do cálculo.
  • POCUS.orgPOCUS Resources. Role of POCUS in Diagnosing Gallstones. Medição da parede anterior; litíase vs pólipo.
  • BornemannBornemann P (ed.). Ultrasound for Primary Care. Wolters Kluwer, 2021. Aplicações de ecografia abdominal nos cuidados primários.

Ferramenta de referência clínica de apoio à decisão — não substitui o julgamento clínico individual, a formação supervisionada em ecografia, nem a ecografia formal/radiologista. Baseada em GUSI POCUS Pocket Guide, POCUS 101 e literatura associada. Os limiares são orientativos e devem ser interpretados no contexto clínico.